sexta-feira, 5 de junho de 2009

Conceitos Fundamentais da Economia

De maneira geral, todos nós somos agentes econômicos tomadores de decisões.Diariamente entramos em contato com diversos acontecimentos relacionados à Economia, pelos jornais, revistas, televisão, rádio, etc. Ouvimos termos como inflação, desemprego, taxa de juros e bolsa de valores, que são freqüentemente citados nos noticiários.

No atual cenário econômico mundial, percebemos a intensificação das relações econômicas entre os países, criando uma interdependência entre eles e também entre os diversos agentes econômicos. Esse fenômeno é conhecido como globalização. Sabemos, sem entrar em detalhes, que o advento da globalização, como tudo na vida, tem pontos positivos e negativos.

Agora abordando o objetivo primário da Economia, o primeiro é “alocar recursos produtivos escassos para satisfazer as necessidades humanas”. Esse objetivo nos remete a seis conceitos fundamentais: recursos limitados, necessidades ilimitadas, escassez, escolhas, produção e distribuição.

A partir dos conceitos citados, chegamos a três questões fundamentais que norteiam as decisões econômicas, são elas:
- O que produzir? E quanto produzir?
- Como produzir?
- Para quem produzir?

Diante destas questões que são poucas, porém complexas, os agentes econômicos, pessoas físicas ou empresas, interagem entre si, sendo que a decisão de um agente influencia na decisão do outro. É isso que forma toda essa complexidade do sistema econômico.

Para a tomada de decisões temos quatro princípios que nos norteiam:
- As pessoas precisam fazer escolhas e essas não são de graça, ou seja, têm um custo;
- Custo de oportunidade significa que o custo de um produto ou serviço é medido pelo valor daquilo que temos que abrir mão para poder adquiri-lo;
- Análise marginal quer dizer o que as pessoas pensam racionalmente sobre a variação do custo-benefício que envolve uma decisão;
- Reação a estímulos, ou seja, ao nos depararmos com estímulos, reagimos a eles. Exemplo: aumento do salário incentiva o aumento do consumo e vice-verso.

Os indivíduos ou agentes econômicos não conseguem ser auto-suficientes. Para satisfazer suas necessidades precisam de outros indivíduos ou agentes econômicos. Nesse sentido, existe a possibilidade da troca ou comércio. Esse comportamento, a relação comercial, é visto como bom para todas as partes envolvidas.

A partir do comércio, ou seja, a busca de bens para satisfazer suas necessidades, passamos a entender o conceito de mercado. Os mercados são geralmente bons organizadores das atividades econômicas. Isso quando atua dentro de uma economia de mercado, ou seja, livre. Entretanto, existe a possibilidade de falhas que às vezes acontecem. A partir daí os governos atuam interferindo ativamente no sentido de melhorar os resultados.

Outro aspecto interessante das economias de mercado é que o padrão de vida das pessoas depende da sua capacidade de produzir bens e serviços e o seu quantitativo num determinado período é chamado de produtividade.

Os agentes econômicos que interagem nas diversas formas, formatando o complexo sistema econômico são: as famílias, as empresas, os governos e o sistema financeiro, além da economia internacional.

As empresas são fundamentalmente as responsáveis pela produção de bens e serviços com o intuito de venda e obtenção de lucro. Esses bens e serviços produzidos são classificados em materiais e imateriais, ou tangíveis e intangíveis. Os bens tangíveis são aqueles que podem ser estocados, tocados, etc. Já os bens intangíveis são aqueles que não podem ser tocados. São os serviços, exemplo: atendimento médico, consultoria econômica, etc.

Bens materiais podem ainda ser divididos em bens de consumo e bens de capital. Os bens de consumo por sua vez classificam-se em duráveis (televisão) e não duráveis (alimentos), geralmente estão disponíveis no mercado e desaparecem no processo produtivo. Os bens de capital são aqueles que são utilizados no processo produtivo, como máquinas e equipamentos.

As famílias são responsáveis pelo consumo (demanda), ou seja, são indivíduos e unidades familiares que desempenham o papel de consumidores na Economia, adquirindo bens e serviços que atendam as suas necessidades.

A partir da oferta das empresas e da demanda das famílias, forma-se o sistema econômico. Mas as famílias e indivíduos também são responsáveis por fatores como recursos produtivos, citando: força de trabalho, capital, aluguéis, etc.

O Governo também participa do sistema econômico através da organização direta e indireta do processo de trocas. Atua nas esferas federal, estadual e municipal. Atua também produzindo bens e serviços através das empresas públicas ou até mesmo na compra de merenda escolar.

Por último temos o sistema financeiro, que é o ofertante da liquidez da Economia, ou seja, a moeda. Exemplos: dinheiro, aplicações financeiras, cheques, cartões, etc.
O sistema financeiro é primordial para o funcionamento do mercado, pois é o agente financiador de todo o processo econômico.

Todos esses conceitos a princípio podem parecer complexos, mas são de fundamental importância para o desenvolvimento de um senso questionador. Sendo assim, seremos capazes de avaliar, sugerir, criticar, algumas decisões do Governo, empresários, etc. Decisões estas que permeiam e influenciam diretamente a vida do cidadão.

2 comentários:

  1. Boa noite Carlos!
    Meu nome é Paulo Tasso Gomes, moro em Natal/RN, estava pesquisando no Google a respeito de CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA ECONOMIA, e deparei com o seu artigo a respeito do mesmo. Estou cursando uma graduação em Tecnólogo em Gestão Pública na UFRN, e este mês, digo 22/09 a 19/10/2013 vou paga esta disciplina.
    Tive lendo sobre seu artigo e foi muito útil, obrigado pela contribuição e que Deus a ajude o seu time do coração.(Risos). Aqui nós temos dois times que é o America e o ABC na série “B”, eu acho que o ABC vai descer, um abraço

    Paulo Tasso

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  2. Muito obrigado pelo seu artigo ajudou me muito para desifrar os meus problemas o meu nome simao bila estudante da economia politica

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